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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

histórias e história




Lição 1
25 de setembro a 2 de outubro



Histórias e história


Lição dos jovens 142010



“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” (2Tm 3:16, 17).

Prévia da semana: A História é mais do que uma sequência de fatos. É um registro valioso que nos ajuda a evitar erros no presente.

Leitura adicional: Jó 1:1-12; 1Rs 12:1-16; Js 3:9-17; 1Sm 24:1-7; 1Rs 12:1-15; 1Sm 8:7-20; Gn 39:6-12; 41:41-46





Domingo, 26 de setembro
Introdução

O mosaico fotográfico da História


Parece um pouco estranho que um grupo de jovens infratores tiveram de escolher entre estudar História e ir para a cadeia. Condenados por exaltar o Nazismo, foi-lhes oferecido um curso de História do Holocausto em vez de uma sentença de prisão. O raciocínio foi que olhar para o passado pode abrir nossos olhos e motivar-nos a mudar.1

Estudar História precisa ser mais do que colecionar fatos sem vida. Em muitas línguas, como o português, história e História são a mesma palavra, e ambas precisam uma da outra. A História é muito mais do que nomes e datas. “Fazer História é uma forma de trazer o passado à vida, na melhor tradição do contador de histórias”.2 Quando a História ganha essa vida, ela se torna mais do que “simplesmente um amontoado de fatos”.3

Contudo, muitas vezes passamos por alto detalhes imprescindíveis. Você já viu um mosaico fotográfico? À distância, ele parece apenas uma fotografia; mas, à medida que você se aproxima, vê que ele é composto de centenas de imagens de coisas ou pessoas relacionadas ao assunto principal. A Bíblia é como um imenso mosaico fotográfico. Quando consideramos seu contexto, quando vemos o quadro mais amplo, tudo aponta para Jesus.

Talvez não nos tenha sido oferecido um curso universitário para nos manter fora da prisão, mas em nossa busca pela libertação do aprisionamento do pecado, nós também podemos ser transformados ao olharmos para o passado. Nesta semana vamos investigar o pano de fundo de alguns relatos bíblicos e descobrir as lições da História para nós, hoje.

1. The Times Higher Education, “Go to jail or study history, Nazis told.” 9 de fevereiro de 2001. Disponível em: http://www.
timeshighereducation.co.uk.story.asp?storyCode=157221&sectioncode=26 (acessado em 21 de junho de 2009).
2. The Basics of History. Disponível em: http://www.ed.gov/pubs/parents/History/Basics.html (acessado em 21 de junho de 2009).
3. Ibid.

Mãos à Bíblia

Um enredo é uma sucessão de eventos que levam a uma conclusão. A vida consiste em muitos pequenos episódios em que há conflito ou tensão. Procurar um enredo significa conectar as partes relevantes da história a fim de ver o grande quadro. No livro de Jó, por exemplo, existem dois enredos: um no plano celestial e outro, no terrestre.

1. Identifique os dois planos no enredo da história de Jó. Jó 1:1-12

2. Descreva a profetisa Hulda nos detalhes que puder, de acordo com 2 Reis 22:14.

Tamara Bloom | Swanley, Reino Unido



Segunda, 27 de setembro
Exposição

Escolha ou acaso


A seguir, veremos lances decisivos de alguns personagens bíblicos. Todos foram colocados em situações onde tiveram de fazer escolhas que afetariam o destino eterno não somente deles. Hoje, não é diferente, por isso, devemos refletir se vamos tomar decisões por escolha ou por reação instintiva.

Resistir às provas (Gn 39:6-12). Todos nós respondemos de maneira muito particular às variadas experiências da vida. A questão é se respondemos a nossas experiências por escolha ou por instinto. José poderia ter desenvolvido uma atitude negativa, se pensasse na tragédia de ter sido vendido como escravo pelos próprios irmãos. Esta atitude poderia ter se estendido para a relação escravo/senhor, uma vez que ele estaria acostumado à liberdade quando estava com a família. Contudo, depois da rasteira, José se levantou e “sacudiu a poeira”. Ele escolheu manter uma atitude positiva, mesmo diante das piores circunstâncias. Tanto, que Potifar o encarregou de todas as suas propriedades.

Mesmo na escravidão, José foi colocado como responsável por tudo. Até esse momento crítico de sua vida, porém, ele teve de enfrentar outro desafio: a esposa de Potifar. Ela o tentou, mas ele se recusou a desonrar seu senhor, nem a Deus (Gn 39:8-10). E não foi por um dia apenas. A esposa de Potifar o perseguiu José com persistência, mas esse jovem rejeitou os propostas dela. Agora pense: como resultado de ter sido fiel, José foi para a prisão. Ao contrário dele, Sansão caiu duas vezes em situações semelhantes (ver Juízes 14; 16). Foi por escolha ou por acaso?

Liderar um povo (Js 3:9-17). Josué é posto numa posição de autoridade sobre o povo de Deus antes da travessia do Rio Jordão. Em Josué 3:9-13, o vemos falando com ousadia e clareza sobre a maneira pela qual os israelitas deveriam entrar na Terra Prometida. Poderia ter havido uma pessoa mais experiente e madura para realizar essa missão tremenda? Alguém com doutorado em liderança? A disponibilidade de Josué estava baseada simplesmente no acaso, ou se devia a uma decisão deliberada de sua parte? Podemos dizer que Deus desempenhou uma parte importante na colocação desse jovem nessa posição de influência?

Poupar o inimigo (1Sm 24:1-7). Após a vitoriosa campanha de Davi contra os filisteus, vemo-lo sendo perseguido por Saul e se escondendo nas montanhas. Quando Saul, inconsciente da presença de Davi, buscou alívio para suas necessidades na mesma caverna, Davi “se arrastou de mansinho até onde estava Saul e cortou um pedaço da capa dele, sem que ele percebesse” (verso 4). Mas, contrariamente à inclinação humana natural, Davi escolheu honrar a Deus. Ao chamar Saul de “ungido do Senhor”, ele permaneceu fiel ao seu rei. Davi sabia que um dia estaria sentado no trono. Contudo, não procurou apressar aquele dia, pois também sabia que “não era certo abater o homem que Deus havia colocado no trono. Se ele assassinasse Saul, estaria estabelecendo um precedente para que seus próprios oponentes o removessem um dia”.1

Ouvir o mau conselho (1Rs 12:1-15). Quando o povo foi a Roboão, recém-entronizado rei de Israel, para pedir um alívio no trabalho imposto por Salomão, o jovem rei pediu um prazo de três dias. Primeiramente, Roboão foi aos antigos conselheiros de seu pai. Eles lhe disseram para ouvir o povo. Isso teria sido bom tanto para Roboão quanto para Israel. No entanto, o rei imaturo escolheu ouvir a sugestão daqueles que haviam crescido com ele. Anuncia ao povo que seria mais duro do que seu pai. A referência a escorpiões (“açoites dotados de ganchos afiados nas pontas, que provocavam lesões notavelmente severas”2) salienta quão mais exigente Roboão seria. Assim como as exigências governamentais seriam mais duras para a população, o mesmo se aplicaria às punições sobre os que não se adequassem às novas exigências.

O resultado final desse anúncio? A divisão do reino. A pergunta que cabe aqui é se as declarações de Roboão foram casuais ou parte de um plano divino. Este último está subentendido no contexto de que há uma punição anteriormente mencionada para a dinastia de Davi, devido à idolatria de Salomão e sua quebra da aliança com Deus (1Rs 11:9-13; 12:15). No entanto, devemos lembrar que Deus antevê o futuro e as consequências dos atos das pessoas. A divisão do reino de Israel não aconteceu somente como um juízo divino sobre a dinastia de Davi, mas porque Ele sabia a priori o que Roboão iria provocar no contexto político da nação. A dureza do jovem rei levaria à divisão do reino.

Não deixar de confiar em Deus (Jó 1:1-12). A história de Jó ensina como as escolhas podem afetar nosso destino eterno. Em Jó 1:1-5, seu caráter e as bênçãos resultantes armaram o palco para o ataque de Satanás. De importância fundamental é o fato de que Deus acreditava em Jó e permitiu que Satanás o atacasse até certo ponto (verso 12). Ao lermos essa história, devemos nos lembrar de que Jó temia a Deus (verso 1) e de que Deus se referia a Jó como “Meu servo” (verso 8), o que significa que Deus reconhecia ter um relacionamento especial com ele.3 No fim do livro, percebemos que Jó permaneceu fiel a Deus, mesmo não compreendendo as razões de seu sofrimento. Isso foi por acaso? O que levaria você a permanecer confiante em Deus, mesmo com uma doença ou com problemas sem solução?

1. Life Application Study Bible, New International Version (Wheaton, Ill.: Tyndale House, 1991).
2. The SDA Bible Commentary, v. 2, p. 790.
3. The SDA Bible Dictionary, “Servant,” p. 985.

Mãos à Bíblia

3. Que podemos aprender da história de Roboão sobre a atitude das pessoas para com o poder? Que podemos aprender de seu erro? 1Rs 12:1-16

Depois da divisão, o povo de ­Deus seguiu caminhos diferentes. De um lado, dez tribos de Israel ficaram sob o governo de Jeroboão. Até Oseias, o último rei de Israel, governaram vinte reis, sinalizando a instabilidade política. Em 722 a.C., Samaria foi capturada e Israel foi levado em cativeiro.

No outro lado da fronteira, Roboão reinou sobre Judá. A dinastia de Davi foi preservada. Mas nem todos os descendentes de Davi imitaram seu exemplo de fé. Em 586 a.C., Jerusalém caiu. O templo foi destruído. A “experiência” real terminou.

Winslow Benn | Welch Town, Barbados



Terça, 28 de setembro
Testemunho

Pequenas grandes coisas


“Integridade, justiça e bondade cristãs, aliadas, fazem uma bela combinação. A cortesia é uma das graças do Espírito. É um atributo do Céu. Os anjos nunca se encolerizam, nunca são invejosos, egoístas e ciumentos. Não lhes escapam dos lábios palavras rudes. E, se devemos ser companheiros seus, também devemos ser delicados e corteses” (Ellen G. White, Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 227).

O refinamento é um processo que tem um propósito em vista, em que nossas escolhas minuto a minuto determinam a qualidade e o impacto do efeito que temos sobre outros. Na caminhada cristã, o que fazemos tem influência sobre onde os outros passarão a eternidade. Considere as seguintes citações:

“Examinai bem no íntimo o vosso coração e o estado de vossas afeições para com Deus. Indagai: Dediquei os momentos preciosos deste dia a agradar a mim mesmo, a buscar meu próprio entretenimento, ou tornei outros felizes? Ajudei os que me estão ligados a ter maior devoção para com Deus e a apreciar as coisas eternas? Introduzi minha religião em meu lar, revelando aí a graça de Cristo em minhas palavras e no meu comportamento? Honrei a meus pais por minha respeitosa obediência, observando assim o quinto mandamento? Empreendi alegremente meus pequeninos deveres diários, cumprindo-os com fidelidade, fazendo o que me era possível para aliviar o fardo de outros? Guardei do mal os meus lábios, e a minha língua de falar engano? Honrei a Cristo, meu Redentor, que deu Sua preciosa vida para que a vida eterna pudesse estar ao meu alcance?” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 122).

“Dedicai tempo a confortar outro coração, a beneficiar com uma palavra bondosa e animadora a alguém em luta com a tentação e talvez com a aflição. Beneficiando assim a outro com palavras animadoras e esperançosas, encaminhando-o Àquele que nos leva os fardos, podereis encontrar inesperadamente paz, felicidade e consolo para vós mesmos” (Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, p. 64).

Mãos à Bíblia

4. Qual foi o propósito do milagre da travessia do Jordão? Js 3:9-17

5. Qual era o aspecto moral do povo de Israel no tempo dos juízes? Jz 17:6

Israel perdeu a perspectiva como nação. Os vários clãs e tribos estavam dispostos a combater uns contra os outros. As práticas religiosas eram misturadas com paganismo. Como resultado, Israel entrou em um ciclo de dominação pelas forças estrangeiras, libertação, idolatria e, novamente, dominação.

Eleanor Meki | Leeds, Inglaterra



Quarta, 29 de setembro
Evidência

O que a vida tem a ver?


Pearl Harbor, Treze Dias Que Abalaram o Mundo, A Paixão de Cristo – filmes de Hollywood baseados na História. Alguns podem argumentar que as histórias que contam se desviam da verdade completa. Seja como for, a raça humana sempre foi fascinada ao olhar para o passado e aprender sobre os atos humanos e suas consequências. Para alguns, os filmes históricos não passam de entretenimento. Contudo, após assisti-los, muitos outros expectadores ganham novas perspectivas e conhecimento que os torna conscientes de que o mundo ainda cambaleia sob os efeitos de atos cometidos muito tempo atrás.

Apesar de o mundo usar os registros do passado para ganhar vantagens materiais, Deus tem razões espirituais para que todos aprendamos com os eventos registrados na Bíblia. Por exemplo, imagine um adolescente que aparentemente está destinado a não ser nada mais que um pastor. Ele é um nômade que vive em tendas; mas após ser aprisionado num poço, de repente se torna propriedade de um homem de prestígio que falava árabe. Esse adolescente tem de se adaptar a diferentes comidas e aos edifícios de pedra, o trânsito e a opulência do Egito. A maioria de nós nessa situação ficaria intimidada e poderia até desejar pular de volta no poço. Esse adolescente poderia ter cantado uma triste canção e ter se deixado levar como presa de uma vida de promiscuidade e engano. Mas não o fez. Acabou se tornando um dos homens mais influentes do Egito. Essa foi a vida de José (Gn 39:6-12; 41:41-46).

O Egito era tão ameaçador para José como nossa sociedade é agitada para nós. Era igualmente fácil abandonar a Deus naquela época no Egito como é em nosso Egito moderno. José experimentou abandono, medo e solidão, como experimentamos em nosso mundo. Por causa de sua história, aprendemos que, apesar das circunstâncias assustadoras ou de um futuro sombrio, ainda podemos permanecer inflexíveis diante do mal ao nosso redor.

Portanto, não é de surpreender que a sabedoria de Deus tenha capacitado Moisés a registrar essa história de José e outras semelhantes a ela. Deus viu um mundo cheio de egoísmo e de alguma forma sabia que uma simples história dos atos de um jovem inexperiente poderia nos encorajar a seguir o bem.

Mãos à Bíblia

6. Que lições podemos aprender do episódio em que o povo de Israel pediu para si um rei? O que acontece quando fazemos as coisas ao nosso próprio modo, em vez de seguir a orientação de Deus? 1Sm 8:7-20

A monarquia de Israel teve início com o reinado de Saul, marcado por um começo positivo e um fim trágico. Nos reinados de Davi e Salomão, Israel cresceu em poder e influência, mas esse ciclo de prosperidade foi assinalado pelo retorno do paganismo na época de Salomão.

Paul Collymore | Grand View, Barbados



Quinta, 30 de setembro
Aplicação

Retrospectiva do futuro


Toda nação se gaba de uma História singular, que, embora repleta de histórias de paz e guerra, liberdade e escravidão, vitórias triunfais e amargas derrotas, deve ser entesourada. Os monumentos nacionais contam a orgulhosa história, e criam um senso de identidade nacional à medida que a história do país se torna a história pessoal de seus habitantes.

Como povo de Deus, temos uma rica história que se encontra na Palavra. É revigorante saber que o próprio Jesus – Aquele que nos dá identidade espiritual, Aquele que garante nossa salvação – é o centro dessa história. Cada dia nossa vida escreve novos capítulos nesse relato. Olhar para trás nos ajuda a traçar o caminho à frente e a escrever manuscritos dignos de ser lidos? Sim! E tudo depende de nossa perspectiva. Em 1 Samuel 7, Issrael se sentia derrotado pelos filisteus. Parecia não haver esperança. A arca de Deus havia sido roubada, e por 20 longos anos ficou em Quiriate-Jearim. Contudo, no dia em que Samuel estabeleceu o monumento Ebenézer, houve vitória. Essa vitória não veio do fato de eles se concentrarem nos filisteus. Veio porque apelaram ao seu todo-poderoso Deus. Assim, Samuel pôde dizer: “Até aqui o Senhor nos ajudou” (1Sm 7:12).

Faça o seguinte ao ler e estudar as histórias da Bíblia neste trimestre:

Mergulhe nas personagens que está estudando. Não seja rápido para julgar ou questionar as escolhas e atos delas. Investigue os detalhes. Veja Deus através dos olhos delas. De que forma Ele as usou onde estavam? Como Ele pode usar você?

Saiba que sua história pode ser de vitória. Deus já fez isso antes. Promete fazê-lo de novo. Quando Ele diz para que você avance, não se concentre nas ondas do mar. Obedeça! Então, a vitória será sua.

Creia que Deus tem um plano especial para você. Enquanto você acolhe as histórias do passado, peça a Ele que revele esse plano para você. As coisas tristes, e mesmo as coisas ruins, podem ser parte de sua história, mas tenha a certeza de que “Deus não conduz jamais Seus filhos de maneira diferente da que eles escolheriam se pudessem ver o fim desde o princípio e discernir a glória do propósito que estão realizando como Seus colaboradores” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 479).

Mãos à Bíblia

7. O cenário contextualiza a história. Como o cenário contribui para a conclusão dessas duas histórias? 1Sm 24:1-6 e Gn 39:6-12

Shawna Carter | Husbands, Barbados



Sexta, 1o de outubro
Opinião

Quem precisa dessas histórias?


Há um valor educacional intrínseco a ser obtido quando recapitulamos a História. A pessoa fica sabendo o que as civilizações conseguiram alcançar, quem foram os poderosos e influentes e que erros evitar. Creio que, assim como a História secular coloca diante de nós um precedente, o mesmo ocorre com as histórias da Bíblia. Por meio do testemunho de vários personagens bíblicos, ficamos sabendo sobre suas grandes batalhas contra o pecado, de suas vitórias, quedas e, o mais importante, como a graça é eficaz em curar a escória da humanidade.

Para nós, hoje, a verdade é que, historicamente, a essência das histórias de vida da humanidade não mudou. Na verdade, nossa existência (antiga e nova) parece estar presa a uma estranha repetitividade. Na controvérsia geral da guerra espiritual, não há nada de novo debaixo do sol. Portanto, que relevância essas histórias têm para nós, hoje? Acima de tudo o mais, creio que o propósito de Deus em inspirar homens a escrever Sua história através das realizações verdadeiras de indivíduos foi expor Seu intenso interesse nos assuntos diários de cada um de nós (naquele tempo e hoje).

Como podemos saber que podemos confiar nessas histórias? O que é digno de confiança nelas? “O Senhor nunca exige que creiamos em alguma coisa sem nos dar suficientes provas sobre que fundamentemos nossa fé. Sua existência, Seu caráter, a veracidade de Sua Palavra, baseiam-se todos em testemunhos que falam à nossa razão, e esses testemunhos são abundantes. Todavia, Deus não afasta a possibilidade da dúvida. Nossa fé deve repousar sobre evidências, não em demonstrações. Os que quiserem duvidar, hão de encontrar oportunidade; ao passo que os que desejam realmente conhecer a verdade, encontrarão abundantes provas em que basear sua fé” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 105).

As perguntas que faço hoje são estas: que história você está escrevendo? E quem precisa dela, de qualquer forma? Embora não vá ser escrita outra Bíblia, estão sendo feitos no Céu, agora, registros detalhados de nossa vida. Um dia, no juízo, cada uma de nossas histórias se tornará ainda mais importante do que é agora. Quem precisa dessas histórias? Deus precisa, a fim de dizer: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mt 25:21).

Mãos à obra

1. Converse com um amigo sobre as vezes em que você respondeu positivamente a uma situação por escolha própria, em vez de simplesmente reagir a ela.

2. Recorde uma ocasião quando sua vida foi afetada pelo fato de alguém ter escolhido ajudar você num momento de necessidade.

3. Compare os desafios de viver a vida cristã nos tempos bíblicos com fazer o mesmo nos nossos dias.

Samuel Bowen | St. Lucy, Barbados

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