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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Jônatas

Jônatas



Lição dos jovens 442010



“E Jônatas disse a seu escudeiro: ‘Vamos ao destacamento daqueles incircuncisos. Talvez o Senhor aja em nosso favor, pois nada pode impedir o Senhor de salvar, seja com muitos ou com poucos’” (1Sm 14:6).

Prévia da semana: A amizade e o desprendimento de Jônatas são um exemplo raro de altruísmo e amor cristãos.

Leitura adicional: Patriarcas e Profetas, p. 649, 652–660, 713.




Domingo, 17 de outubro
Introdução

Quem está tocando o segundo violino?


Na indústria dos filmes, já foram travados e perdidos muitos casos no tribunal sobre que nome deve ser colocado em primeiro lugar nos créditos. O que isso diz sobre a natureza humana? Batman e Robin, o Presidente e a Primeira Dama, Josué e Calebe, Paulo e Silas, Pedro e João. Quem é o principal e quem é o que apoia?

O incrível relacionamento que existia entre o filho de um rei e o futuro rei ungido tem intrigado a mente das pessoas por séculos. Enquanto um estava sendo elevado à realeza e honra, o outro era lembrado de que o trono nunca seria seu. Contudo, a amizade deles era maior. Davi e Jônatas se uniram num momento crucial de suas vidas. Eles precisavam um do outro.

Na natureza, também existem relações que trazem benefício mútuo. Para que algumas variedades de orquídeas sejam fertilizadas, uma abelha tem de entrar na flor e caminhar até o topo para obter o pólen e o néctar. Depois, ela sai por outra abertura. O pólen se gruda às patas da abelha, que poliniza outras flores. Assim, tanto as necessidades da flor quanto as da abelha são satisfeitas.

A maioria das pessoas tem apenas um – talvez dois – amigos íntimos durante sua vida toda. Contudo, na vida de toda pessoa há uma necessidade de poder partilhar pensamentos íntimos. Todos precisamos de alguém que nos conheça, com todos os nossos defeitos, mas nos ame da mesma forma.

Há quatro características de um amigo íntimo: abnegação, lealdade, aceitação incondicional e encorajamento. O egoísmo, porém, não é parte de uma verdadeira amizade. Você não pode se aproveitar de um amigo, nem pode manipulá-lo. Tem de ser uma partilha equitativa. Um amigo não abandona o outro quando as coisas ficam difíceis. Quando as coisas começam a se amontoar contra seu amigo, você está lá para apoiá-lo. Na verdade, você estará lá para encorajá-lo e animá-lo para que ele possa ser vencedor. Seu amigo pode ser ele mesmo quando está com você. Pode chorar e derramar o coração, e você irá ouvi-lo. Pode até agir como bobo, e não irão cair no seu conceito por causa disso.

Como é uma amizade íntima através dos seus olhos? Em sua amizade, um é mais dominante que o outro? Um de vocês está fazendo mais esforços para a amizade funcionar? Se sim, o outro está num papel de apoio?

Em nosso estudo esta semana, examinaremos algumas características cruciais de uma amizade incrível que pode estabelecer um padrão para sua vida, mas, o mais importante, que reflete a amizade que Jesus deseja ter com você.

Mãos à Bíblia

1. Que características da amizade são destacadas nos seguintes textos? Êx 33:11; Jó 16:20, 21; Pv 17:17; 27:9; Ec 4:10; e Jo 15:13-15

Kevin GredigPalmerston North, Nova Zelândia



Segunda, 18 de outubro
Evidência

Jônatas: um homem para todas as épocas


Apesar de seu status como príncipe e herdeiro de um reino, é fácil acreditar que Jônatas era fraco. Ele sabia que sua lealdade a Davi o impediria de se tornar rei (1Sm 20:31); contudo, renunciou à sua legítima posição. Sua vida foi salva por uma multidão que interveio em seu favor após ele haver desobedecido à ordem de seu pai (1Sm 14:45); e ele é bem conhecido como alguém que “amava” numa cultura onde a força era valorizada acima do sentimento. Um exame mais atento de seu caráter, contudo, revela que ele é de fato um modelo para os homens de todas as épocas.

A necessidade de fazer uma distinção entre “alguém amoroso ou alguém lutador” não se aplica a Jônatas. Ele personificou ambas as coisas em sua força de caráter, em seu corpo e coração. Muito tem sido dito sobre a relação entre Davi e Jônatas. Embora saibamos que os homens se cumprimentavam com beijos nos tempos bíblicos (Gn 29:13; Ex 18:7; Lc 7:38, 45), há várias passagens que são usadas por alguns para inferir que a relação entre Davi e Jônatas era uma relação homossexual – uma prática abominada por Deus (Lv 18:22; Rm 1:27; 1Co 6:9-11). A palavra hebraica nashaq é usada para descrever o ato de beijar no Antigo Testamento, e se refere a beijos de afeição (Gn 29:13), de reconciliação (Gn 33:4), de partida (Rt 1:14) e de homenagem (Sl 2:12). Fica claro que um beijo no rosto entre homens era aceitável tanto nos tempos do Antigo Testamento quanto nos do Novo.

As descrições de amor entre Davi e Jônatas são talvez mais difíceis de entender porque muito poucos exemplos de uma relação assim podem ser encontrados na Bíblia. Em 1Samuel 20:17, a palavra hebraica ahab é usada para descrever o tipo de amor que existia entre esses dois homens, seguida imediatamente por kenapso, um termo que se refere diretamente ao eu.* Esses termos são idênticos aos usados tanto em Levítico 19:18 como em Mateus 22:39: “Ame (ahab) cada um o seu próximo como a si mesmo (kenapso)”. Longe de ser romântico ou sexual, o amor entre Davi e Jônatas era um cumprimento da ordem de Deus nas leis levíticas, que foi reafirmada por Jesus como o chamado mais elevado de um crente.

A força de Jônatas – física, espiritual e emocional – era nascida de um amor que se sacrifica pelo outro, e que por fim o levou a dar a vida por um amigo. Há maior prova de varonilidade?

*G. J. Botterweck, H. Ringgren, H. Fabry, Theological Dictionary of the Old Testament (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans, 1995).

Mãos à Bíblia

2. Que esperança podemos obter da fé que Jônatas tinha? 2Rs 6:8-17

3. Que passos Jônatas deu antes de subir até a guarnição inimiga? 1Sm 14:6-13

Lindsay MortonPalmerston North, Nova Zelândia




Terça, 19 de outubro

Melhores amigos e piores inimigos


DNA (1Sm 14:6-13, 24-26). Jônatas era filho do rei Saul. A despeito de seu DNA, Jônatas se demonstrou um herói. Em 1 Samuel 14:6-13, 24-26, encontramos este jovem príncipe ansioso por defender a terra dos hebreus e pronto a lutar em favor de seu pai. Vez após vez, Jônatas demonstrou sua lealdade a seu pai, o rei de Israel. Seguiu devidamente seu pai na batalha, nunca questionando seus motivos ou direção. Era um bom filho e um homem honesto.

É só quando o jovem príncipe Jônatas faz amizade com Davi que começamos a testemunhar a luta pelo poder em sua alma. Os que menos tinham probabilidade de ser amigos ficaram instantaneamente unidos, como amigos de infância. Impulsionados pela mesma paixão pelo Senhor e entusiasmo pela batalha, os dois jovens se tornaram inseparáveis. Imagine a angústia do rei Saul ao descobrir que o melhor amigo de seu filho era o arqui-inimigo de Sua Majestade? É claro que Saul tinha pouco tempo para Davi, e que muito provavelmente desejasse usar Jônatas como um instrumento para derrubar Davi. Questões de lealdade começaram a ficar evidentes na vida de Jônatas e nas decisões que ele enfrentava. Será que ele deveria defender seu amigo ou ajudar seu pai?

Por linhagem, Jônatas deveria assumir o trono na dinastia de Saul. Mas, por causa da desobediência de seu pai (1 Samuel 13), isso nunca aconteceria. A dinastia seria dada a Davi, a linhagem através da qual viria o Messias.

Perigo (1Sm 14:24-29; 18-20). Jônatas sabia sobre as tendências perigosas de seu pai. Em 1 Samuel 14:24-29, lemos que Jônatas, embora respeitasse a posição de seu pai e a ligação genética que tinha com ele, escolheu decidir seu próprio modo de vida. Não mostrou aberta censura ou desdém; escolheu fazer as coisas a seu próprio modo e enfrentar as críticas quando suas escolhas tinham consequências desagradáveis.

A cabeça e o coração de Jônatas estavam no lugar certo. Ele parecia estar ciente de que seu pai não estava fazendo o melhor trabalho como rei. Jônatas era leal, mas individualista – o que é incrivelmente perigoso para um jovem em sua posição. Em 1 Samuel 18 lemos sobre a imerecida raiva e ódio que Saul tinha por Davi, bem como a ligação de Jônatas com Davi. Parece que Jônatas tinha razões suficientes para fazer seus próprios planos.

O jogo de poder entre o pai e o filho aumentava proporcionalmente ao nível de perigo para Davi. Jônatas mostrou suas verdadeiras cores como um herói da Bíblia ao honrar a Davi como o rei ungido de Israel. “Assim Jônatas fez uma aliança com a família de Davi, dizendo: ‘Que o Senhor chame os inimigos de Davi para prestarem contas’” (1Sm 20:16).

Destino (1 Samuel 23; 31:1-7; 2 Samuel 1). A morte de Jônatas foi trágica. Contudo, por causa de sua amizade com Davi e de uma promessa feita entre esses dois amigos, seu herdeiro, Mefibosete, viveu na casa de Davi.

A lembrança de Jônatas é vista em duas partes. Primeiramente, através do lamento de Davi por Jônatas após este haver morrido (2 Samuel 1). “Como caíram os guerreiros!” Davi chorou com o coração partido pela perda de seu amigo na batalha.

Segundo, é vista de maneira mais profunda, na história de Mefibosete. Após se tornar rei, Davi desejava mostrar honra e gratidão a Jônatas – uma antiga tradição usada quando alguém perdia um amigo. Ele ouve falar de Mefibosete, um filho de Jônatas. Mefibosete tinha cinco anos quando a notícia da morte de seu pai e seu avô abalaram o palácio. Ao correr para um local seguro com a criança, a ama caiu sobre ele e aleijou suas pernas. Este foi o estado em que Davi o encontrou.

Imagine o medo de Mefibosete quando ouviu falar que o rei Davi estava procurando por ele, que era da casa de Saul. Depois imagine sua surpresa quando Davi o convidou para ir ao palácio e comer da mesa do rei. Esta pequena história bíblica tem enormes implicações. Jônatas se fora, mas seu filho permaneceu para que Davi o honrasse em seu palácio.

Mãos à Bíblia

4. Como você descreveria a relação entre Jônatas e Saul? Que conflito Jônatas enfrentava entre a lealdade a seu pai e a lealdade a um amigo? 1Sm 19:1-7

Não sabemos que tipo de pai foi Saul quando Jônatas era criança, mas na vida posterior Saul não foi digno de admiração. Jônatas, porém, em sua vida e seu relacionamento com o pai, deu testemunho de uma prática do mandamento de Êxodo 20:12, que nos manda honrar os pais.

5. Se quisesse, Jônatas poderia usar esse incidente relatado em 1Sm 14:24-46 como desculpa para deixar de honrar seu pai? O que este fato nos diz sobre o tipo de pessoa que era Jônatas?

Jônatas respeitava seu pai apesar do que ele queria lhe fazer. Honrar os pais não significa suspender nosso próprio julgamento ou defender os erros dos pais, segui-los cegamente nem tolerar o mal. Significa, porém, que temos obrigações especiais para com eles, não importando o tipo de pessoa que sejam.

Julene Duerksen-KapaoPalmerston North, Nova Zelândia



Quarta, 20 de outubro
Testemunho

“Um instrumento em Suas mãos”


“Por causa do pecado de Saul em sua oferta presunçosa, o Senhor não lhe daria a honra de vencer aos filisteus. Jônatas, o filho do rei, homem que temia o Senhor, foi escolhido como instrumento para libertar Israel. Movido por um impulso divino, propôs ao seu pajem de armas que fizessem um ataque secreto ao acampamento do inimigo. ...

“Juntos retiraram-se do acampamento, secretamente, para que seu propósito não encontrasse oposição. Com oração fervorosa ao Guia de seus pais, convieram em um sinal pelo qual poderiam determinar o que fazer. ... Aproximando-se da fortaleza filisteia, ficaram à vista de seus inimigos, que, sarcasticamente, disseram: “Vejam, os hebreus estão saindo dos buracos onde estavam escondidos”; então os desafiaram: “Subam até aqui e lhes daremos uma lição” (1 Sm. 14:11 e 12), querendo dizer que puniriam os dois israelitas pela sua audácia. Este desafio era o sinal que Jônatas e seu companheiro tinham concordado aceitar como prova de que o Senhor favorecia seu empreendimento. Saindo das vistas dos filisteus e escolhendo um caminho secreto e difícil, os guerreiros se dirigiram ao cume de uma rocha que tinha sido considerada inacessível, e não estava mui fortemente guarnecida. Assim, penetraram no acampamento do inimigo e mataram as sentinelas, que, dominadas pela surpresa e temor, não ofereceram resistência.

“Estes dois jovens deram mostras de que estavam agindo sob a influência e mando de um General mais que humano. Aparentemente, sua aventura foi temerária e contrária às regras militares. Mas o ato de Jônatas não foi praticado por precipitação humana. Ele não confiava no que ele e seu pajem de armas por si mesmos poderiam fazer; foi o instrumento que Deus empregou em favor de Seu povo Israel” (Ellen G. White, Vidas Que Falam [MM 1971], p. 152).

“Se moram no coração a bondade, a pureza, mansidão, humildade e integridade, elas resplandecerão no caráter; e semelhante caráter será pleno de poder. Não ao instrumento, mas ao grande Obreiro em cuja mão e usado o instrumento, cabe a glória. O coração repleto do amor do Salvador, diariamente recebe graça para comunicá-la aos outros. A vida revelará o remidor poder da verdade” (Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 237).

Mãos à Bíblia

Se Saul tivesse sido fiel, Jônatas teria obtido o trono. Os erros de seu pai, porém, afetaram sua vida. Em vez de se envolver pela amargura e ressentimento, ele acreditou que Deus sabia o que era melhor.

6. Descreva a reação de Jônatas ao fato de que Davi seria rei em seu lugar. O que este fato nos diz sobre Jônatas? Como essa atitude se difere da tendência pecaminosa? 1Sm 23:17; 14:13, 14; 1Rs 1:5 e Mc 10:35-37

Glenda HigginsPalmerston North, Nova Zelândia



Quinta, 21 de outubro
Aplicação

Jesus em Jônatas


Em sua vida, Jônatas mostrou o que é uma verdadeira amizade, unida por Deus. A fim de criamos uma amizade uns com os outros que seja centralizada em Cristo e reflita as características que Jesus exemplificou em sua vida, precisamos:

Deixar de lado a posição. Primeiro Samuel 18:1-4 repete a ideia de que Jônatas amava Davi como a si mesmo. Isto levou a uma aliança entre eles. Porém, mais do que isso, levou Jônatas a dar a Davi seu manto, sua espada, arco e cinturão. Jônatas era o legítimo sucessor ao trono de seu pai, mas ao dar seu manto e armas a Davi, indicou simbolicamente que estava disposto a renunciar a esse direito para que Davi fosse coroado. Jesus teve de deixar Sua posição à mão direita de Deus para que pudéssemos ser elevados a cidadãos do reino de Deus.

Interceder uns pelos outros. Vemos um lado diferente da amizade de Jônatas em 1 Samuel 19:1-6. Saul está novamente tramando a morte de Davi, mas Jônatas vem em auxílio de Davi, intercedendo por ele e suplicando que sua vida fosse poupada. Mesmo em Seu ministério terrestre vemos a intercessão de Jesus por outros, e hoje Ele intercede por nós no Céu.

Encorajar os que estão no deserto. Havendo escapado para o deserto de Zife, Davi fica sabendo que Saul ainda o está procurando para matá-lo. Você já se sentiu como se estivesse passando por uma experiência de deserto? Que Deus está em silêncio e as provações nesta vida parecem grandes demais para serem suportadas? O quadro que temos em 1 Samuel 23:15-18 é o de Jônatas indo ao deserto para encontrar e encorajar Davi. Que belo quadro temos aqui de Cristo e do encorajamento que Ele nos dá através do Espírito Santo em tempos de provação.

Como Jônatas, devemos lembrar aos que estão no deserto o caráter fiel de Deus em cumprir as promessas que Ele nos fez através de Sua Palavra. Jônatas intercedeu por seu amigo, encorajou-o e renunciou a seus direitos por ele. Jesus faz todas essas coisas por nós, e somos chamados a mostrar a mesma amizade a outros que precisam de nós.

Mãos à Bíblia

7. Qual foi o fim de Jônatas? Como entender isso? 1Sm 31:1-7; 2Sm 1:5-12

Embora saibamos que o bem vencerá o mal no fim, quando Jesus voltar, a realidade é que os bons nem sempre ficam bem nesta vida e os maus nem sempre ficam mal. Muitas vezes, Deus interfere e salva miraculosamente e protege Seus filhos, mas nem sempre é assim.

8. Que personagens da Bíblia, embora tenham sido fiéis, não receberam o que mereciam? Gn 39:10-20; Jó 1:1,2, 13-21

Tamar PaulPalmerston North, Nova Zelândia



Sexta, 22 de outubro
Opinião

Amizade por toda a eternidade


Meu crescimento sendo uma irmã gêmea nem sempre foi fácil. Havia favoritismo e constante comparação física e de caráter. Apesar de tudo isso, sempre tive uma amiga. Agora que moro longe de minha irmã gêmea, lembro-me de como ela influenciou minha vida. Sempre me deu seu amor de maneira completa, voluntária e incondicional.

Vocês também provavelmente já encontraram pessoas em sua vida que consideram íntimas. Esse laço me lembra de Jônatas e do amor e amizade sem reservas que dedicou a Davi.

Jônatas era um príncipe – um homem de poder, força, coragem e determinação. Ele confiou em Deus, O amou e sempre permitiu a direção divina Deus em sua vida. O Senhor havia escolhido Davi para governar; mas, em vez de Jônatas alimentar ódio e ira contra ele, mostrou a Davi lealdade, respeito e dedicação. Jônatas foi atraído pela ousadia de Davi, seu coragem e fé em Deus. Colocando de lado todo ressentimento, inveja e ambição por poder, ele se humilhou diante de Davi – até mesmo intercedendo para mantê-lo a salvo. Tantas coisas poderiam ter destruído a amizade deles, contudo o amor que ele tinha por Davi e a obediência que prestava a Deus tornou a ligação deles mais forte.

É rara a verdadeira amizade, que prevalece ao longo das provações da vida. E ainda mais rara é a que perdura para a eternidade. Que dia maravilhoso será quando Jônatas e Davi se reencontrarem no Céu! Essa amizade é um reflexo do relacionamento que Deus Pai tinha com Jesus Cristo. A amizade de Deus está sempre presente, à nossa disposição. Deus está esperando para ter essa profunda e intensa ligação com você. Ele sempre permanecerá leal a você e protegerá você em tempos de perigo e medo. Pode ser difícil confiar nas pessoas, por causa da ganância e satisfação própria. Contudo, como Jesus disse a Seus discípulos: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15:13).

Que bênção é ter uma amizade que resista ao teste do tempo, cheia de amor, confiança, lealdade, dedicação, respeito e admiração!

Mãos à Bíblia

1. Lembre-se dos amigos que Jesus gostava de visitar em Betânia (Lc 10:38-42; Jo 11:1-44). O que deve ter tornado esta casa tão convidativa? O que você pode fazer para ter amizade com os pastores e professores que conhece?
2. Passe uma tarde com Jesus. O que vocês dois poderiam fazer juntos? Passe algum tempo com Jesus como um amigo cada dia durante a próxima semana.
3. Procure alguns amigos com quem você não tem contato há alguns anos. Envie a cada um deles um cartão ou um e-mail. Ou melhor, telefone para eles.
4. Convide alguém que você conhece, que parece solitário, para uma atividade ao ar livre, como uma caminhada.

Juliana HenryPalmerston North, Nova Zelândia

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ana

Ana


Lição dos jovens 342010



“Então Ana orou assim: ‘Meu coração exulta no Senhor; no Senhor minha força é exaltada. Minha boca se exalta sobre os meus inimigos, pois me alegro em Tua libertação. Não há ninguém santo como o Senhor; não há outro além de Ti; não há rocha alguma como o nosso Deus’” (1Sm 2:1, 2).

Prévia da semana: Ana, mãe de Samuel, passou por uma grande experiência de fé que serve para nós como um exemplo de entrega e dedicação a Deus.

Leitura adicional: Patriarcas e Profetas, capítulo 55, p. 569-574.



Domingo, 10 de outubro
Introdução

O espelho de Deus


Até onde sua fé vai ser testada? Será que será pedido a você, como a Abraão, que sacrifique seu único filho? Será que, como Jó, terá todas as suas propriedades e filhos tirados de você? Ou você será como Ana? Ela era uma boa pessoa e acreditava no único Deus verdadeiro. Era também uma pessoa que não sentia que valia muito, porque não tinha filhos. Enquanto orava no templo por um filho, lágrimas lhe corriam pelo rosto. Ela soluçava. Embora seus lábios se movessem, não saía deles nenhuma palavra. Na verdade, o sacerdote Eli pressupôs que ela estivesse embriagada. Quando ela explicou a Eli pelo que estava orando, ele respondeu dizendo: “Vá em paz. Que o Deus de Israel lhe dê o que você pediu!” (1Sm 1:17). Imediatamente, Ana soube que Deus a tinha ouvido.

Uma coisa que torna a história de Ana diferente da de Abraão e Jó é que ela contou a Deus o sacrifício que estava disposta a fazer. No caso de Abraão, Deus lhe disse que sacrificasse seu filho. Na situação de Jó, Deus permitiu que suas posses e filhos fossem tirados. Ana, porém, se ofereceu para devolver seu filho a Deus. Outra coisa interessante sobre Ana é que, após Eli haver-lhe dito que fosse em paz, ela imediatamente se descontraiu e creu. Ela não questionou Eli, nem pediu detalhes. Simplesmente foi para casa e já não mais estava triste. Sua fé foi recompensada pelo nascimento de Samuel, e ela cumpriu a palavra que havia dado a Deus. Logo que Samuel teve idade suficiente para ficar longe dela, ela o levou ao templo. Depois de Samuel, Deus a abençoou com vários outros filhos mais.

Ao estudar a história de Ana nesta semana, reflita sobre como definir a si mesmo através do ponto de vista de Deus.

Mãos à Bíblia

1. Por que Ana estava tão impressionada por não ter filhos, embora soubesse que seu marido a amava? 1Sm 1:1-16

Os sentimentos de Ana não devem ser difíceis de entender, em uma cultura em que não ter filho homem significava não ter nenhuma segurança na velhice. Não ter nenhum filho era entendido como maldição divina. Esse fato afetava seu valor aos olhos da sociedade, sua própria autoestima e seu relacionamento com Deus.

2. Qual era o desespero que a esterilidade trazia às mulheres no mundo do Antigo Testamento? Gn 16:1, 2; 30:1

Andrea JacksonBishop, EUA



Segunda, 11 de outubro
Exposição

Devolvendo o presente


Confiança e dedicação (1Sm 1; 2:1-11, 21). Você poderia considerar esta família comum para sua época. Um homem, Elcana, com suas duas esposas, Penina e Ana. A Bíblia parece indicar que Elcana tolerava Penina, talvez porque ela lhe desse filhos, mas que ele amava Ana, que não lhe havia dado nenhum filho.

A figura central nesta parte da história é Ana, que era constantemente zombada por Penina de sua esterilidade. Esta história não é tanto sobre os perigos desse tipo de estrutura familiar. É sobre a fé que Ana tinha em Deus. Sua história nos lembra dAquele a quem podemos recorrer quando ninguém mais pode ajudar. Ensina-nos a importância de honrarmos os votos que fazemos a Deus. E nos mostra como devemos estar dispostos a dedicar tudo o que temos Àquele que nos deu tudo o que temos.

O melhor Amigo (1Sm 2:12, 13; Sl 46:1,10). Há ocasiões em que nossos melhores amigos, irmãs, irmãos, filhos, pais, cônjuges não podem nos dar as palavras de conforto de que precisamos. Em muitos casos, a palavra de conforto de um amigo pode aumentar nossa angústia. Em situações angustiosas, às vezes a melhor coisa que os amigos podem fazer por nós é permanecer em silêncio.

Os amigos de Jó reconheceram e permaneceram calados durante uma semana. Mas, após ouvir o clamor de Jó, finalmente lhe falaram palavras que só o angustiaram ainda mais. Elcana também não entendia o que Ana estava passando, quando lhe perguntou: “Será que eu não sou melhor para você do que dez filhos?” (1Sm 1:8). A resposta de Ana foi conversar com o Único que realmente a estava ouvindo.

Nem mesmo Eli podia reconhecer o derramamento de um coração ferido. Como os amigos de Jó, ele censurou Ana como uma pecadora indigna de se apresentar diante de Deus. Porém, com um espírito calmo e gentil, Ana respondeu ao sumo sacerdote que, movido pelo Espírito Santo, confirmou que Deus havia aprovado o pedido dela.

Leia o Salmo 46:1. Em nossos momentos mais escuros, o melhor amigo que podemos ter é Jesus. Só Ele pode dar as respostas e a cura pelas quais um coração sofredor anseia. Tudo o que precisamos fazer é tirar o problema de nossas mãos e deixar Deus resolvê-lo.

Apegando-se ao que importa (Mt 6:19, 20). Os filantropos o chamam de “doações” ou “caridade”. Os cristãos o entendem como “devolver”. Reconhecemos que Deus é Quem nos deu tudo o que dedicamos e devolvemos a Ele. O cristão sincero experimenta mais alegria em dar do que em receber. Ana ficou feliz quando deu à luz um filho. Mas isso não se comparou à alegria que ela expressou quando deu Samuel a Eli para que seu filho pudesse ministrar diante do Senhor. Leia 1 Samuel 2:1.

Deus não fica mais rico com nossos dons. Ao contrário, é o dar desprendidamente que nos leva para mais perto do Doador. É nossa disposição de continuar a devolver as bênçãos de Deus que ajuda a aperfeiçoar o caráter de Cristo em nós. “Entesourar no Céu dará nobreza ao caráter; fortalecerá a beneficência, estimulará a misericórdia; cultivará o compassivo interesse, a bondade fraternal e a caridade” (Ellen G. White, Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 193).

O dar que Deus requer não é o dinheiro que nos sobra ou o tempo que não usamos. É entregar como Ana, que voluntariamente devolveu ao Senhor o que ela mais desejava nesta Terra.

Não seja avarento (Lc 12:15-21; 21:1, 2). Deus permite que alguns acumulem muito e outros ganhem pouco. Não importa o muito ou o pouco que tenhamos acumulado, todos temos a mesma responsabilidade.

Um dia, quando Jesus estava assentado no templo, observou os judeus que vieram depositar suas doações no tesouro do templo. Primeiro vieram os ricos, que depositaram suas custosas ofertas. Depois chegou uma viúva, que depositou apenas duas moedinhas. Leia o que Jesus disse sobre esses dois tipos de oferta (Lucas 21:1, 2). Jesus desejava que Seus discípulos compreendessem que não é o valor terreno de nossas ofertas que mostra nosso amor por Deus. Em vez disso, é nossa disposição de devolver tudo que Ele nos deu que O torna feliz.

Em contraste com a viúva, Jesus contou a história do tico tolo que foi extraordinariamente abençoado, e, em vez de devolver a Deus nem que fosse uma pequena porção, escolheu construir celeiros maiores para abrigar sua riqueza, a fim de que todos pudessem ver quão bem sucedido ele era. “‘Contudo, Deus lhe disse: “Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?’” (Lc 12:20). A ideia principal de Jesus é esta: as pessoas que acumulam tudo para si mesmas não terão parte em Seu reino.

Penina era como esse rico. Ela foi abençoada com muitos filhos. Contudo, em vez de dedicar seus filhos ao serviço do Senhor, escolheu usá-los para humilhar Ana. Por outro lado, Ana é como a viúva de Lucas 12. Ela escolheu devolver tudo o que Deus havia dado. Este espírito abnegado tornou-a grande aos olhos de Deus.

Mãos à Bíblia

3. Além do sentimento de ser amaldiçoada e de não ter propósito para viver, que problema adicional Ana enfrentava? 1Sm 1:6, 7

Com as constantes provocações de Penina, não é de surpreender que a vida de Ana tenha se tornado difícil. Embora os insultos de Penina pretendessem ferir, talvez as piores feridas tenham vindo daqueles que não queriam magoá-la. Quem, em meio à dor, não se sentiu pior, por manifestações infelizes de pessoas bem-intencionadas?

4. Os amigos de Jó ficaram verdadeiramente tristes pelo que ele experimentava, mas tornaram o problema ainda pior. Como se deve reagir ao sofrimento dos outros? Jó 2:12, 13; Rm 12:15

As coisas vão de mal a pior quando temos que enfrentar não só profundas dores ou circunstâncias ruins, mas também pessoas que parecem especialistas em tornar a vida insuportável. Diante disso, precisamos apresentar persistentemente nossas dores e frustrações a Deus.

Melvin TolsonBrampton, Canadá



Terça, 12 de outubro
Testemunho

Compreendendo Ana


“O fardo que ela não podia repartir com amigo algum terrestre, lançou-o sobre Deus. Ansiosamente rogou que lhe tirasse a vergonha e lhe concedesse o precioso dom de um filho para o criar e educar para Ele. E fez um voto solene de que, se seu pedido fosse satisfeito, dedicaria o filho a Deus, mesmo desde o seu nascimento. Ana tinha se aproximado da entrada do tabernáculo, e na angústia de seu espírito ‘orou, e chorou abundantemente’. Contudo, entretinha comunhão com Deus em silêncio, não proferindo nenhuma palavra. Naqueles tempos ruins, tais cenas de adoração eram raramente testemunhadas. Festins irreverentes e embriaguez eram coisas comuns, mesmo nas festas religiosas; e Eli, o sumo sacerdote, observando Ana, supôs que estivesse dominada pelo vinho. Julgando administrar uma repreensão merecida, disse com severidade: ‘Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho.’

“Condoída e surpresa, Ana respondeu brandamente: ‘Não, senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido, porém tenho derramado a minha alma perante o Senhor. Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora.’

“O sumo sacerdote ficou profundamente comovido, pois era homem de Deus; e em lugar de repreensão proferiu uma bênção: ‘Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a tua petição que Lhe pediste.’

“A oração de Ana foi atendida; recebeu a dádiva pela qual tão fervorosamente havia rogado. Olhando para o filho, chamou-o Samuel – ‘pedido a Deus’ (1Sm. 1:8, 10, 14-16 e 20). Logo que o pequeno teve idade suficiente para separar-se de sua mãe, ela cumpriu seu voto” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 569-571).

Mãos à Bíblia

5. Como Ana lidou com a própria dor? 1Sm 1:9-16

Sua oração não foi uma oração geral do tipo “por favor, ajuda-me”. O autor bíblico descreve Ana como que “derramando a alma perante o Senhor” (1Sm 1:15, ARA). A oração “derramada” é o tipo mais íntimo de oração. Representa uma honestidade absoluta para com Deus, que expressa a dor e os temores do coração.

6. Descreva os resultados imediatos da oração de Ana. 1Sm 1:17, 18

Embora nem sempre Deus responda às nossas orações imediatamente, podemos estar seguros de que Ele nos ouve e nos responde (Sl 37:4). Isso pode nos dar esperança e confiança enquanto esperamos para ver a guia de Deus em nosso futuro.

Jeff JacksonBishop, EUA



Quarta, 13 de outubro
Evidência

Pecado e louvor


A história de Ana ocorreu algum tempo depois do livro de Juízes, quando “não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo” (Jz 21:25). A sociedade naquele tempo considerava a poligamia aceitável – especialmente quando o homem era suficientemente rico para ter várias esposas. Israel também adotou essa prática. Chegou ao ponto em que até Elcana, um levita, tinha duas mulheres. Embora Ana não pudesse ter filhos, era a esposa favorita. Assim, era ridicularizada por Penina, a segunda esposa. Quando Elcana mostrou a Ana mais consideração e afeição, a zombaria se tornou pior, até que um dia estragou até a festa da Páscoa da família.

Embora Elcana não tenha seguido a instrução ideal de Deus em relação ao casamento, era um levita fiel e um homem espiritual. Num clima de maldade e corrupção, levava sua posição a sério e vivia para interceder em favor das pessoas. O mesmo não podia ser dito de Hofni e Finéias. Esses filhos do sumo sacerdote Eli eram reconhecidamente corruptos. Enganavam o povo e praticavam imoralidade sexual dentro do tabernáculo (1Sm 2:11-25). Hofni e Finéias não eram adequados para ser intercessores de Israel.

“Desde a infância haviam se acostumado ao santuário e aos seus serviços; mas, em vez de se tornarem mais reverentes, perderam toda a intuição da santidade e significação do mesmo” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 575, 576).

Diferentemente dos filhos maldosos de Eli, Ana mantinha uma atitude de louvor ao Deus do céu. Quando recebeu a bênção, não esqueceu de agradecer e cumprir o que tinha votado em seu coração.

Mãos à Bíblia

Você é alguém que canta quando está feliz? A Bíblia registra frequentemente pessoas irrompendo em cânticos em momentos-chave de sua vida.

7. Qual é o tema principal da canção de Ana? 1Sm 2:1-11

Em sua canção, Ana faz surpreendentes contrastes para destacar o fato de que as circunstâncias da vida nem sempre são como parecem. O arco dos fortes é quebrado, enquanto os fracos são “cingidos de força” (1Sm 2:4). As coisas a que damos valor frequentemente não são assim tão permanentes quanto parecem. Ana acreditava que a verdadeira segurança não depende de circunstâncias, mas de conhecer a Deus. É Ele Quem nos dá valor.

Geddes StewartPickering, Canadá



Quinta, 14 de outubro
Aplicação

O modelo de Ana


Hoje, examinaremos em partes como lidar com momentos difíceis, de acordo com o modelo que Ana nos deu.

O problema. Elcana tinha duas esposas, Ana e Penina. Penina tinha filhos, mas Ana, não. Naquele tempo, era vergonhoso para uma mulher não ter um filho; quanto mais, não ter filho nenhum! Portanto, Ana se sentia sem valor.

A solução de Ana. Ela reconheceu que a autopiedade não resolveria seu problema. Então, decidiu falar com Deus sobre a questão. Fez uma aliança com Ele, dizendo-Lhe que se Ele a abençoasse com um filho, ela o dedicaria ao Senhor.

O resultado. Deus ouviu a oração de Ana e a abençoou com um filho, a quem ela deu o nome de Samuel.

A resposta. Ana trouxe Samuel ao santuário e o dedicou ao Senhor. Agradeceu-O através da oração. Esta oração salienta aspectos-chave sobre Deus: (1) Ele merece todo o nosso louvor. (2) Não podemos fazer nada sem Ele. (3) Deus responde àqueles que são fiéis a Ele. (4) O Senhor conhece o fim desde o princípio. Ele sabe o que é melhor para nós. (5) Ele dá felicidade e força aos que estão dispostos a recebê-Lo. (6) Nossos maiores inimigos e lutas não têm poder sobre nós, se confiarmos em Deus. (7) Deus nunca prometeu que a vida seria fácil. Contudo, Ele prometeu que sempre estaria ao nosso alcance se clamássemos por Ele. Como ocorreu com Ana, a vida pode fazer com que nos sintamos incapacitados, inúteis, cansados, fracos e deprimidos. Em vez de deixar que nossos problemas consumam nossa vida, precisamos pedir a Deus que nos livre de nossa situação. Deus sempre proverá um caminho para que vivamos em paz. Tudo o que Ele pede de nós em troca é que vivamos nossa vida de maneira agradecida, como um testemunho de Seu poder.

Faça. Ore cada manhã por livramento de sua situação e dedique sua vida a Deus.

Mãos à Bíblia

8. Como Deus honrou a expressão de fé e amor de Ana? 1Sm 2:21

Você pode imaginar os sentimentos dessa mãe durante a despedida de seu filho? Ana poderia ter se recusado a dar seu menino ao Senhor e se agarrado a ele como sua única segurança. Porém, dando-o a Deus, ela recebeu mais cinco filhos. Sua atitude teve também uma influência profunda no próprio filho. Ele se tornou o porta-voz especial de Deus e um dos maiores líderes de Israel.

9. Ana devolveu ao Senhor a melhor bênção que tinha recebido em sua vida. Às vezes, ficamos mesquinhos quando bênçãos de Deus, especialmente, em relação ao dinheiro. Que perigos enfrentamos quando acumulamos riquezas? Mt 6:19, 20; Lc 12:16-21

Kymberly TolsonBrampton, Canadá



Sexta, 15 de outubro
Opinião

Brilhando nos bastidores


Quando era um garoto de 10 ou 11 anos, Joel não sabia o que o futuro lhe reservava. Ele só sabia que amava máquinas fotográficas, e por isso passava a maior parte dos fins de semana aprontando os equipamentos para o culto na igreja. Ao entrar na adolescência, Joel trabalhava atrás de uma câmera durante os cultos. Podia não ter sido aparente para ele naquela idade, mas um dia ele estaria em frente de uma câmera, pregando a mensagem do maravilhoso amor de Deus, não apenas para a congregação da Igreja de Lakewood, mas para o mundo todo.*

Às vezes é fácil nos esquecermos dos que trabalham atrás dos bastidores. Contudo, seu trabalho é tão importante como o dos que se encontram no foco de atenção. Poderia um musical premiado ter a atuação de um astro sem que houvesse os ajudantes de teatro? Poderia um grande cantor se apresentar sem os cantores que fazem o vocal de apoio, ou sem a orquestra?

Deus ainda reconhece as pessoas que ficam nos bastidores, assim como reconheceu Ana. Talvez ela muitas vezes tenha ficado à sombra de Penina, porque não tinha filhos. Conquanto talvez tenha se sentido negligenciada e esquecida, Deus não a esqueceu. Ela tinha fé e coragem, sabendo em seu coração que Deus tinha um plano para ela.

A igreja tem muitos papéis nos quais os cristãos devem tomar parte. Muitas vezes ficamos tão envolvidos com o sermão ou a música especial que nos esquecemos de que a participação não tem a ver com o estar no foco de atenção. “A cada um foi distribuída sua obra, e ninguém pode substituir a outro” (Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 10). Todos temos diferentes lugares onde prestamos um bom trabalho. Às vezes Deus está nos usando bem onde estamos. Embora outros talvez não reconheçam o trabalho que estamos fazendo, Deus o vê; e Sua recompensa é maior que qualquer coisa que qualquer pessoa aqui na Terra pudesse lhe dar.

Quando usados, os talentos que Deus concedeu a cada um de nós ajudam a fazer a igreja funcionar eficientemente. Cada um de nós tem um chamado na vida. Quer você esteja à frente cantando ou sentado no banco dando um encorajador aperto de mão ao visitante que está ao seu lado, você está fazendo a obra de Deus, e vai emanar luz de dentro de você. Você brilhará para que o mundo inteiro veja.

* Joel Osteen, Become a Better You (New York: Simon and Schuster, 2007), p. 72, 73.

Mãos à obra

1. Como você pode servir a outros enquanto trabalha nos bastidores?
2. Como você pode usar os talentos que possui para glorificar a Deus?
3. Mande um e-mail ou telefone para alguém que talvez esteja lutando com um problema. Encontre uma forma de partilhar a promessa de Deus de estar conosco em tempos de dificuldade.

Alexandra Yeboah
Brampton, Canadá

calebe

Calebe


Lição dos jovens 422010



“Espero pelo Senhor mais do que as sentinelas pela manhã; sim, mais do que as sentinelas esperam pela manhã! Ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, pois no Senhor há amor leal e plena redenção. Ele próprio redimirá Israel de todas as suas culpas.” (Sl 130:6, 7).

Prévia da semana: Calebe resistiu à pressão do grupo e demonstrou persistência, coragem e plena confiança em Deus. Em tempos de uma religiosidade de isopor, precisamos viver aprender desse exemplo.

Leitura adicional: Patriarcas e Profetas, p. 388–392, 511–513, 664, 697.



Domingo, 3 de outubro
Introdução

Coragem


O que torna alguém corajoso? É o poder, as posses ou a popularidade? “Se o poder pudesse ter feito isso, Joseph Stalin não teria tido medo de ir dormir à noite, ou não teria ficado tão paranoico a ponto de nomear um soldado para guardar até seus saquinhos de chá! Se as posses pudessem ter feito isso, o medo não teria feito com que o falecido bilionário, Howard Hughes, vivesse como um eremita e morresse sozinho. Se a popularidade pudesse ter feito isso, os biógrafos de John Lennon não o teriam descrito como um homem medroso que dormia com as luzes acesas e era aterrorizado com germes”.1

A verdadeira coragem vem de uma confiança permanentemente profunda em Deus, que nos dá poder sobre o inimigo (Lc 10:19) e que sempre cumpre Sua palavra. Calebe conhecia a Deus. Essa era a fonte de sua coragem. Quando a esmagadora maioria estava indo numa direção, Calebe persistiu em suas convicções e foi noutra direção. Ele estava ciente de que Deus – mais qualquer número, mesmo que seja um – é a maioria; assim, a despeito dos relatórios negativos dados por dez espias, ele permaneceu firme.

Calebe estava com a multidão na passagem pelo Mar Vermelho. Testemunhou o afogamento do exército de Faraó. Viu água jorrar da rocha e bebeu dela. Comeu do maná que desceu do Céu. Tendo vivido tudo isso, ele comparou os gigantes com Deus, e viu que não eram páreo para Ele! Na verdade, eram meros gafanhotos.

Calebe estava preparado para fazer o que se supõe que os líderes façam – liderar. Sua resposta foi: “Subamos e tomemos posse da terra. É certo que venceremos!” (Nm 13:30). O povo, contudo, foi intimidado por essa gigantesca aventura. Seu medo se degenerou em pânico, e eles quiseram apedrejar esse líder que os estava encorajando a avançar em fé. Contudo, Calebe escolheu seguir em frente com otimismo, fé e coragem.

Ao nos concentrarmos em Calebe nesta semana, consideremos de que forma, como jovens, podemos demonstrar bravura, coragem e fé ao enfrentarmos as montanhas e os gigantes em nosso caminho.

*Bob e Debby Gass, “The Word for You Today”, fevereiro-abril de 2004, Reconciliation Ministries, p. 56.

Mãos à Bíblia

1. Que lição podemos aprender a respeito de viver pela fé e não pelo que vemos? Nm 13:26–14:2

Embora os doze espias tivessem vivenciado os mesmos fatos, eles chegaram a conclusões muito diferentes. Dez viram a impossibilidade. Como é fácil para todos nós fazer a mesma coisa! Porém, se enfrentamos os fatos com Deus, isso nos levará ao amadurecimento da fé e confiança nEle.

Shirley RobertsSt. Patrick, Granada, Índias Ocidentais



Segunda, 4 de outubro
Evidência

Resistência


Os psicólogos americanos Martin Seligman e Steven Maier têm pesquisado sobre como criaturas inteligentes respondem a desafios. Numa experiência, alguns cães receberam choques elétricos aleatórios, mas também lhes foi dada uma alavanca para controlá-los. Outros cães não possuíam uma alavanca de controle. Os cães que treinaram com a alavanca aprenderam a enfrentar traumas aleatórios, a reduzir a dor quando possível, e a se recomporem após a adversidade. Os cães que treinaram sem uma alavanca aprenderam a ser incapazes. Em face de um trauma incontrolável, eles esperavam falhar, e assim nunca tentavam ter sucesso.*

Quando Calebe voltou da missão de espionagem de quarenta dias, ele os companheiros contaram o que haviam visto – a terra era maravilhosa, mas era preciso vencer gigantes. Os israelitas se sentiram incapazes ante a ideia de liberdade e o trabalho exigido para conquistá-la. Superestimaram seus obstáculos e subestimaram Deus. Ameaçaram arrumar suas coisas e voltar para o Egito (Nm 13:27-14:3).

Esses pessimistas nunca ocuparam a terra que Calebe e Josué descreveram. Os dois idealistas tiveram de esperar outros 40 anos antes que a posse da terra.  Calebe havia passado pelos mesmos choques da escravidão que os outros israelitas, mas ele e Josué criam que o amor de Deus por eles era maior do que os obstáculos. Mas o tempo passou... Aos 80 anos, Calebe era um soldado forte e capaz. Se alguém podia ter se separado do povo e tentado conquistar uma parte da Terra Prometida sozinho, esse alguém era ele. Mas não o fez (Nm 14:38-45). Ele sabia que era parte de uma nação indivisível e se recusou a abandonar a esperança nas pessoas ou no Deus que tinha planos para todos.

*Christopher Peterson, Steven Maier e Martin Seligman, Learned Helplessness: A Theory for the Age of Personal Control (Oxford University Press, 1995).

Mãos à Bíblia

2. O que podemos aprender sobre ele e sobre a confiança nas promessas de Deus? Nm 13:30

Nem sempre é fácil ser diferente e opor-se ao grupo. A pressão do grupo é tremenda. Em um momento em que os israelitas pareciam ameaçados, todos choraram. Foi então que Calebe, normalmente atuando nos bastidores, assumiu a frente. Ele não discutiu com os dez espias incrédulos nem censurou o povo por sua falta de fé. Em vez disso, falou com ousadia e pediu ação confiante. Porém, o povo não quis ouvi-lo.

3. Qual é o resultado de rejeitar a Palavra de Deus e, assim, tirar uma conclusão equivocada dos “fatos”? Nm 14:1-10, 20-24

Keisha McKenzieLubbock, EUA



Terça, 5 de outubro
Exposição

O que você vê?



Você consegue codificar? (Nm 13:27, 28). Codificação é um processo perceptivo básico de interpretar os estímulos que chegam. Envolve atender a deixas que são relevantes e ignorar as que não são. Os homens que foram com Josué e Calebe a explorar a terra de Canaã não eram cegos. Josué e Calebe também não o eram. A diferença entre esses dois espias e o resto foi sua capacidade de codificação. Ouça o grupo maior de espias: “Entramos na terra à qual você nos enviou, onde manam leite e mel! Aqui estão alguns frutos dela. Mas...” (Nm 13:27). A conjunção “mas” nega tudo o que foi anteriormente dito e mostrado. Em outras palavras: “Esqueçam o leite e o mel; e não olhem para os frutos que trouxemos”.

Felizmente, Josué e Calebe viram a mesma paisagem e pessoas e vieram com uma interpretação diferente, pois sabiam o que era mais importante. Como?

Um olho treinado (Nm 13:30). Como todos os outros israelitas, Calebe estava lá desde a escravidão no Egito até o início do êxodo e a chegada às fronteiras da Terra Prometida. Durante este período, ele, juntamente com todos os outros, viu Deus fazer o impossível. Testemunhou as pragas, a abertura do Mar Vermelho, o maná e muitos milagres. Então, por que só ele creu que eles seriam capazes de tomar Canaã (Nm 13:30)? O que importava para Calebe não era o desafio que estava diante dele, mas sim Quem estava com ele para enfrentar esses desafios.

É bom considerar se nossos olhos são treinados para se concentrar em coisas que são relevantes e ignorar as coisas que não são. Podemos tirar lições de nossas experiências passadas e das experiências dos outros? Muitos cristãos acham difícil recordar as ocasiões durante as quais Deus interveio em seu favor de maneira extraordinária. Geralmente isso não ocorre porque Deus não tenha intervindo. Mais provavelmente é porque, como no caso dos outros espias que testemunharam Seus milagres, esses milagres não foram codificados. Eles nunca tomaram tempo para notar as atuações de Deus e para fazer registros mentais delas. Será que nossos olhos estão treinados para ver a atuação de Deus em nossa vida?

Hebrom dada a Calebe (Js 14:6-15). Deus recompensa Seus crentes fiéis. Há muitos exemplos na Bíblia que mostram que Ele é fiel para com aqueles que confiam nEle com respeito àquilo que não podem ver imediatamente. Pelo fato de Calebe ter visto o que outros não viram, e porque ele seguiu a Deus de todo o coração, herdou Hebrom. Embora tenha levado 45 anos, Calebe teve algo para transmitir a sua posteridade.

“Calebe foi fiel desde o princípio. Como um dos espias originais que foram enviados à Terra Prometida (Nm 13:30-33), ele viu grandes cidades e gigantes, mas sabia que Deus ajudaria o povo a conquistar a terra. Por causa de sua fé, Deus lhe prometeu uma herança pessoal de terra. ... Aqui, 45 anos depois, a terra lhe foi dada. Sua fé ainda era inabalável. Embora a terra que herdou ainda tivesse gigantes, Calebe sabia que o Senhor o ajudaria a vencê-los.”*

Esta lição foi escrita numa ocasião em que muitas pessoas estavam experimentando dificuldades ao redor do mundo. A recessão econômica atingiu todos os países e pessoas, de uma forma ou outra. Muitos estudantes se preocuparam com a maneira como iriam financiar sua educação, enquanto outros perderam suas casas. Será que nessa ocasião vimos o que outros não viram? Lançamos apenas um rápido olhar para os “gigantes na terra”, mas contemplamos demoradamente os “frutos” que Deus havia garantido? Nossa capacidade de codificar o que é mais importante nos momentos difíceis, de ver o que Deus vê, pode determinar a nossa herança.

* NIV Life Application Study Bible (Grand Rapids: Zondervan, 1984), p. 356.

Mãos à Bíblia

Quarenta anos haviam passado. Os israelitas atravessaram o Jordão para alcançar a Terra Prometida. As discussões junto às fogueiras do acampamento se concentravam em quais seriam as melhores partes da terra e quem as obteria. Moisés já havia reconhecido o potencial de conflitos e havia deixado orientações para a partilha. Isso é relatado em Josué 14.

4. Que foi o pedido de Calebe e por quê? O que esse fato nos diz sobre ele e sua fé? Js 14

Calebe reivindicou uma promessa que Deus lhe fizera. Ele não exigiu para si as melhores terras; ao contrário, escolheu a área habitada pelos gigantes, filhos de Enaque. Esses mesmos gigantes haviam deixado os israelitas tremendo quarenta anos antes (Nm 13:33). O que apavorou uma nação inteira foi vencido por um homem idoso que confiava no poder de Deus.

Devon SupervilleBowling Green, EUA



Quarta, 6 de outubro
Testemunho

Servo fiel


Como povo escolhido de Deus, é importante que detectemos as contrafações de Satanás. Para fazê-lo, precisamos viver diariamente pela Palavra de Deus. O fiel servo Calebe é um grande exemplo para nós. Ele “compreendeu a situação e, bastante ousado para tomar a defesa da Palavra de Deus, fez tudo ao seu alcance para desfazer a má influência de seus companheiros infiéis” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 388). Mas 10 dos espias se rebelaram, voltando-se contra os que acreditaram. Esses espias, “tendo enveredado por um mau caminho, insistentemente se puseram contra Calebe e Josué, contra Moisés e contra Deus. Cada passo para frente os tornava mais decididos. Estavam resolvidos a frustrar todo o esforço para se apossarem de Canaã. Torciam a verdade a fim de sustentar sua influência nociva. ‘É terra que consome seus moradores’, (Núm. 13:32) disseram eles. Isso era não somente uma notícia ruim, mas também mentirosa” (Idem, p. 389).

“Os espias infiéis denunciavam em alta voz a Calebe e Josué, e levantou-se o clamor para os apedrejar. A turba insana pegou pedras para matar aqueles homens fiéis. Avançaram com uivos de furor, quando subitamente as pedras lhes caíram das mãos, tombou sobre eles um silêncio e tremeram de medo. Deus interviera para impedir o seu desígnio assassino” (Idem, p. 390).

O povo de Israel, inclusive os fiéis, tiveram de esperar 40 anos antes de entrar na Terra Prometida, e os israelitas originais que fugiram do Egito morreram antes de chegar lá. Porém Deus prometeu que Calebe viveria para herdar Canaã. Além dele, os israelitas que de 20 anos ou menos receberam uma segunda oportunidade de desistirem de seus caminhos egoístas, mas muitos infelizmente se rebelaram contra Deus novamente, pois tentaram conquistar Israel em sua própria força. Resultado? Falharam miseravelmente.

Os esforços para promover nossa própria agenda em vez da de Deus raramente funcionam. Primeiro, temos de crer nEle. Precisa haver entrega total. “Meu filho, dê-Me o seu coração; mantenha os seus olhos em Meus caminhos” (Pv 23:26). Isto é exatamente o que Moisés, Arão, Calebe e Josué fizeram. “Sem murmurar, aceitaram a decisão divina” (Idem, p. 392). Precisamos permitir que o Senhor nos guie e esperar pacientemente pela bendita esperança.

Mãos à Bíblia

5. Calebe deu um maravilhoso exemplo do uso positivo da velhice. Como devemos encarar essa fase da vida? Salmo 92:12-15

6. Que tipo de experiência Calebe promoveu? Como ele fez isso? Juízes 1:12, 13

Raul PetersFort Worth, EUA



Quinta, 7 de outubro
Aplicação

Esperar em Deus


Hoje, tudo parece rápido. Uma pessoa dificilmente consegue se manter atualizada diante dos últimos avanços tecnológicos. Ao mesmo tempo, a paciência parece ter desaparecido. Deus nos pediu que fôssemos pacientes e que esperássemos nEle. Vale a pena meditarmos no exemplo de Calebe, pois ele esperou em Deus. A seguir, algumas sugestões para fazer o mesmo:

Lance todas as suas preocupações sobre o Senhor (1Pe 5:7). Com coragem e confiança, entregue suas preocupações e tarefas a Ele. Ele demonstrou para Calebe que Se importava com Israel. Ele fará o mesmo por você. Enfrente seus gigantes com coragem, e você se tornará mais forte em fazer a vontade de Deus.

Aja de acordo com o que Deus espera, mesmo que signifique ir contra a maioria (Nm 13:30). À medida que você espera, ouça a voz de Deus e aja com prontidão quando O ouvir. Muitas vezes deixamos para depois. O resultado é que perdemos as muitas bênçãos que Deus tem reservadas para nós. Faça o compromisso de seguir prontamente a Sua voz.

Deixe Deus guiar você e siga-O voluntariamente (Js 14:8). Em um mundo em que muitas instruções se opõem ao caminho de Deus, fortifique sua mente com a Palavra dEle, de forma que possa conhecer Sua vontade e seguir prontamente Sua direção quando Ele chamar.

Exercite e fortaleça sua fé (Js 14:14). Calebe viveu para herdar o que Deus havia prometido, porque sua fé em Deus nunca vacilou. Ele somente pôde demonstrar tal bravura e coragem em face de oposição, montanhas de dificuldades e gigantes em seu caminho porque sua fé estava enraizada em Cristo.

Seja paciente (Sl 37:7). Esses 40 anos de vagueações no deserto devem às vezes ter parecido uma eternidade, mas a inabalável confiança de Calebe e sua entrega a Deus durante esses anos difíceis (que não ocorreram por sua culpa) foram uma forte evidência de que seu caráter era o de um filho de Deus.

Mãos à Bíblia

7. Que outra indicação temos sobre o caráter de Calebe? Jz 1:14, 15

Embora Acsa fosse sua filha, qualquer terra que ela recebesse deixaria efetivamente de pertencer à família imediata de Calebe e se tornaria parte da propriedade de seu marido. O surpreendente é que Calebe não só lhe deu o campo, mas também deu as fontes de água. Provérbios 11:25 afirma: “O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá”.

8. Que implicações essa história tem para nossa vida espiritual, por exemplo, na área do perdão? Mt 6:15; 18:21-35

Helyne FrederickMount Rose, Índias Ocidentais



Sexta, 8 de outubro
Opinião

Bravura


 “Calebe nasceu escravo na terra do Egito, conheceu a miséria, a derrota e a constante humilhação do cativeiro. Estava cansado de ser chutado, amaldiçoado, surrado e humilhado. Estava cansado de ser tratado como um animal, daí sua determinação de conquistar e de alcançar o impensável”.1

Uma das lições mais importantes da vida de Calebe é esta: nunca é tarde demais para começar a enfrentar gigantes. Contudo, é melhor começar quando se é jovem. Outro ponto muito importante a ser considerado é este: podemos nos tornar fracos fisicamente, mas sempre podemos ser fortes por dentro, para dizer a Deus como Calebe: “Dê-me esta montanha”.

Nas lutas da vida, é normal que os inexperientes e os de pés delicados se contentem com o caminho fácil. Mas todos os verdadeiros soldados precisam estar dispostos a tomar uma montanha antes de morrer. O extraordinário serviço de Calebe pode ser atribuído à sua filosofia de vida e decisão de seguir o Senhor. Como um espia de Israel, ele imaginou cidades reduzidas a entulho, enquanto outros se viram como gafanhotos aos olhos do inimigo. Um vencedor sempre precisa possuir uma ideia otimista dos desafios que enfrenta. Se vamos vencer e conquistar, como igreja, precisamos seguir o Senhor plena, fiel e destemidamente. Nenhum inimigo deve nos intimidar, nenhum medo deve nos perseguir, e a ninguém deve ser permitido nos desviar do propósito de Cristo em nossa vida. Precisamos estar dispostos a ir aonde Deus mandar.

A filosofia de vida de Calebe se baseava na permanente presença divina. “Ele teve sucesso porque contou com o poder do Senhor; de fato, teve sucesso porque descansou na promessa do Senhor. Sua fé nunca vacilou. Mesmo em face de um possível fracasso, ele permaneceu firme”.2

Nossas batalhas pessoais e corporativas podem ser difíceis, tediosas e, às vezes, perigosas. Contudo, se formos determinados, se nos recusarmos a ser detidos, acabaremos experimentando os frutos da Terra Prometida.

1. John Phillips, Introducing People of the Bible, v. 1 (Neptune, NJ; Loizeauz Brothers).
2. Ibid.

Mãos à obra

1. Escreva um princípio orientador que demonstre a importância de enfrentar as dificuldades; por exemplo: “Quando a vida lhe der um limão, faça dele uma limonada”.
2. Reescreva o Salmo 37:1-9 na primeira pessoa, inserindo seu nome e outros detalhes para personalizar essa passagem. Como isso muda sua perspectiva? Que gigantes você está desejando que Deus o ajude a vencer?
3. Faça uma lista de questões difíceis que você enfrenta. Reestruture essas dificuldades em palavras positivas, tornando assim mais fácil definir planos de ação para lidar com elas.

Enoch IsaacSt. Davids, Índias Ocidentai

histórias e história




Lição 1
25 de setembro a 2 de outubro



Histórias e história


Lição dos jovens 142010



“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” (2Tm 3:16, 17).

Prévia da semana: A História é mais do que uma sequência de fatos. É um registro valioso que nos ajuda a evitar erros no presente.

Leitura adicional: Jó 1:1-12; 1Rs 12:1-16; Js 3:9-17; 1Sm 24:1-7; 1Rs 12:1-15; 1Sm 8:7-20; Gn 39:6-12; 41:41-46





Domingo, 26 de setembro
Introdução

O mosaico fotográfico da História


Parece um pouco estranho que um grupo de jovens infratores tiveram de escolher entre estudar História e ir para a cadeia. Condenados por exaltar o Nazismo, foi-lhes oferecido um curso de História do Holocausto em vez de uma sentença de prisão. O raciocínio foi que olhar para o passado pode abrir nossos olhos e motivar-nos a mudar.1

Estudar História precisa ser mais do que colecionar fatos sem vida. Em muitas línguas, como o português, história e História são a mesma palavra, e ambas precisam uma da outra. A História é muito mais do que nomes e datas. “Fazer História é uma forma de trazer o passado à vida, na melhor tradição do contador de histórias”.2 Quando a História ganha essa vida, ela se torna mais do que “simplesmente um amontoado de fatos”.3

Contudo, muitas vezes passamos por alto detalhes imprescindíveis. Você já viu um mosaico fotográfico? À distância, ele parece apenas uma fotografia; mas, à medida que você se aproxima, vê que ele é composto de centenas de imagens de coisas ou pessoas relacionadas ao assunto principal. A Bíblia é como um imenso mosaico fotográfico. Quando consideramos seu contexto, quando vemos o quadro mais amplo, tudo aponta para Jesus.

Talvez não nos tenha sido oferecido um curso universitário para nos manter fora da prisão, mas em nossa busca pela libertação do aprisionamento do pecado, nós também podemos ser transformados ao olharmos para o passado. Nesta semana vamos investigar o pano de fundo de alguns relatos bíblicos e descobrir as lições da História para nós, hoje.

1. The Times Higher Education, “Go to jail or study history, Nazis told.” 9 de fevereiro de 2001. Disponível em: http://www.
timeshighereducation.co.uk.story.asp?storyCode=157221&sectioncode=26 (acessado em 21 de junho de 2009).
2. The Basics of History. Disponível em: http://www.ed.gov/pubs/parents/History/Basics.html (acessado em 21 de junho de 2009).
3. Ibid.

Mãos à Bíblia

Um enredo é uma sucessão de eventos que levam a uma conclusão. A vida consiste em muitos pequenos episódios em que há conflito ou tensão. Procurar um enredo significa conectar as partes relevantes da história a fim de ver o grande quadro. No livro de Jó, por exemplo, existem dois enredos: um no plano celestial e outro, no terrestre.

1. Identifique os dois planos no enredo da história de Jó. Jó 1:1-12

2. Descreva a profetisa Hulda nos detalhes que puder, de acordo com 2 Reis 22:14.

Tamara Bloom | Swanley, Reino Unido



Segunda, 27 de setembro
Exposição

Escolha ou acaso


A seguir, veremos lances decisivos de alguns personagens bíblicos. Todos foram colocados em situações onde tiveram de fazer escolhas que afetariam o destino eterno não somente deles. Hoje, não é diferente, por isso, devemos refletir se vamos tomar decisões por escolha ou por reação instintiva.

Resistir às provas (Gn 39:6-12). Todos nós respondemos de maneira muito particular às variadas experiências da vida. A questão é se respondemos a nossas experiências por escolha ou por instinto. José poderia ter desenvolvido uma atitude negativa, se pensasse na tragédia de ter sido vendido como escravo pelos próprios irmãos. Esta atitude poderia ter se estendido para a relação escravo/senhor, uma vez que ele estaria acostumado à liberdade quando estava com a família. Contudo, depois da rasteira, José se levantou e “sacudiu a poeira”. Ele escolheu manter uma atitude positiva, mesmo diante das piores circunstâncias. Tanto, que Potifar o encarregou de todas as suas propriedades.

Mesmo na escravidão, José foi colocado como responsável por tudo. Até esse momento crítico de sua vida, porém, ele teve de enfrentar outro desafio: a esposa de Potifar. Ela o tentou, mas ele se recusou a desonrar seu senhor, nem a Deus (Gn 39:8-10). E não foi por um dia apenas. A esposa de Potifar o perseguiu José com persistência, mas esse jovem rejeitou os propostas dela. Agora pense: como resultado de ter sido fiel, José foi para a prisão. Ao contrário dele, Sansão caiu duas vezes em situações semelhantes (ver Juízes 14; 16). Foi por escolha ou por acaso?

Liderar um povo (Js 3:9-17). Josué é posto numa posição de autoridade sobre o povo de Deus antes da travessia do Rio Jordão. Em Josué 3:9-13, o vemos falando com ousadia e clareza sobre a maneira pela qual os israelitas deveriam entrar na Terra Prometida. Poderia ter havido uma pessoa mais experiente e madura para realizar essa missão tremenda? Alguém com doutorado em liderança? A disponibilidade de Josué estava baseada simplesmente no acaso, ou se devia a uma decisão deliberada de sua parte? Podemos dizer que Deus desempenhou uma parte importante na colocação desse jovem nessa posição de influência?

Poupar o inimigo (1Sm 24:1-7). Após a vitoriosa campanha de Davi contra os filisteus, vemo-lo sendo perseguido por Saul e se escondendo nas montanhas. Quando Saul, inconsciente da presença de Davi, buscou alívio para suas necessidades na mesma caverna, Davi “se arrastou de mansinho até onde estava Saul e cortou um pedaço da capa dele, sem que ele percebesse” (verso 4). Mas, contrariamente à inclinação humana natural, Davi escolheu honrar a Deus. Ao chamar Saul de “ungido do Senhor”, ele permaneceu fiel ao seu rei. Davi sabia que um dia estaria sentado no trono. Contudo, não procurou apressar aquele dia, pois também sabia que “não era certo abater o homem que Deus havia colocado no trono. Se ele assassinasse Saul, estaria estabelecendo um precedente para que seus próprios oponentes o removessem um dia”.1

Ouvir o mau conselho (1Rs 12:1-15). Quando o povo foi a Roboão, recém-entronizado rei de Israel, para pedir um alívio no trabalho imposto por Salomão, o jovem rei pediu um prazo de três dias. Primeiramente, Roboão foi aos antigos conselheiros de seu pai. Eles lhe disseram para ouvir o povo. Isso teria sido bom tanto para Roboão quanto para Israel. No entanto, o rei imaturo escolheu ouvir a sugestão daqueles que haviam crescido com ele. Anuncia ao povo que seria mais duro do que seu pai. A referência a escorpiões (“açoites dotados de ganchos afiados nas pontas, que provocavam lesões notavelmente severas”2) salienta quão mais exigente Roboão seria. Assim como as exigências governamentais seriam mais duras para a população, o mesmo se aplicaria às punições sobre os que não se adequassem às novas exigências.

O resultado final desse anúncio? A divisão do reino. A pergunta que cabe aqui é se as declarações de Roboão foram casuais ou parte de um plano divino. Este último está subentendido no contexto de que há uma punição anteriormente mencionada para a dinastia de Davi, devido à idolatria de Salomão e sua quebra da aliança com Deus (1Rs 11:9-13; 12:15). No entanto, devemos lembrar que Deus antevê o futuro e as consequências dos atos das pessoas. A divisão do reino de Israel não aconteceu somente como um juízo divino sobre a dinastia de Davi, mas porque Ele sabia a priori o que Roboão iria provocar no contexto político da nação. A dureza do jovem rei levaria à divisão do reino.

Não deixar de confiar em Deus (Jó 1:1-12). A história de Jó ensina como as escolhas podem afetar nosso destino eterno. Em Jó 1:1-5, seu caráter e as bênçãos resultantes armaram o palco para o ataque de Satanás. De importância fundamental é o fato de que Deus acreditava em Jó e permitiu que Satanás o atacasse até certo ponto (verso 12). Ao lermos essa história, devemos nos lembrar de que Jó temia a Deus (verso 1) e de que Deus se referia a Jó como “Meu servo” (verso 8), o que significa que Deus reconhecia ter um relacionamento especial com ele.3 No fim do livro, percebemos que Jó permaneceu fiel a Deus, mesmo não compreendendo as razões de seu sofrimento. Isso foi por acaso? O que levaria você a permanecer confiante em Deus, mesmo com uma doença ou com problemas sem solução?

1. Life Application Study Bible, New International Version (Wheaton, Ill.: Tyndale House, 1991).
2. The SDA Bible Commentary, v. 2, p. 790.
3. The SDA Bible Dictionary, “Servant,” p. 985.

Mãos à Bíblia

3. Que podemos aprender da história de Roboão sobre a atitude das pessoas para com o poder? Que podemos aprender de seu erro? 1Rs 12:1-16

Depois da divisão, o povo de ­Deus seguiu caminhos diferentes. De um lado, dez tribos de Israel ficaram sob o governo de Jeroboão. Até Oseias, o último rei de Israel, governaram vinte reis, sinalizando a instabilidade política. Em 722 a.C., Samaria foi capturada e Israel foi levado em cativeiro.

No outro lado da fronteira, Roboão reinou sobre Judá. A dinastia de Davi foi preservada. Mas nem todos os descendentes de Davi imitaram seu exemplo de fé. Em 586 a.C., Jerusalém caiu. O templo foi destruído. A “experiência” real terminou.

Winslow Benn | Welch Town, Barbados



Terça, 28 de setembro
Testemunho

Pequenas grandes coisas


“Integridade, justiça e bondade cristãs, aliadas, fazem uma bela combinação. A cortesia é uma das graças do Espírito. É um atributo do Céu. Os anjos nunca se encolerizam, nunca são invejosos, egoístas e ciumentos. Não lhes escapam dos lábios palavras rudes. E, se devemos ser companheiros seus, também devemos ser delicados e corteses” (Ellen G. White, Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 227).

O refinamento é um processo que tem um propósito em vista, em que nossas escolhas minuto a minuto determinam a qualidade e o impacto do efeito que temos sobre outros. Na caminhada cristã, o que fazemos tem influência sobre onde os outros passarão a eternidade. Considere as seguintes citações:

“Examinai bem no íntimo o vosso coração e o estado de vossas afeições para com Deus. Indagai: Dediquei os momentos preciosos deste dia a agradar a mim mesmo, a buscar meu próprio entretenimento, ou tornei outros felizes? Ajudei os que me estão ligados a ter maior devoção para com Deus e a apreciar as coisas eternas? Introduzi minha religião em meu lar, revelando aí a graça de Cristo em minhas palavras e no meu comportamento? Honrei a meus pais por minha respeitosa obediência, observando assim o quinto mandamento? Empreendi alegremente meus pequeninos deveres diários, cumprindo-os com fidelidade, fazendo o que me era possível para aliviar o fardo de outros? Guardei do mal os meus lábios, e a minha língua de falar engano? Honrei a Cristo, meu Redentor, que deu Sua preciosa vida para que a vida eterna pudesse estar ao meu alcance?” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 122).

“Dedicai tempo a confortar outro coração, a beneficiar com uma palavra bondosa e animadora a alguém em luta com a tentação e talvez com a aflição. Beneficiando assim a outro com palavras animadoras e esperançosas, encaminhando-o Àquele que nos leva os fardos, podereis encontrar inesperadamente paz, felicidade e consolo para vós mesmos” (Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, p. 64).

Mãos à Bíblia

4. Qual foi o propósito do milagre da travessia do Jordão? Js 3:9-17

5. Qual era o aspecto moral do povo de Israel no tempo dos juízes? Jz 17:6

Israel perdeu a perspectiva como nação. Os vários clãs e tribos estavam dispostos a combater uns contra os outros. As práticas religiosas eram misturadas com paganismo. Como resultado, Israel entrou em um ciclo de dominação pelas forças estrangeiras, libertação, idolatria e, novamente, dominação.

Eleanor Meki | Leeds, Inglaterra



Quarta, 29 de setembro
Evidência

O que a vida tem a ver?


Pearl Harbor, Treze Dias Que Abalaram o Mundo, A Paixão de Cristo – filmes de Hollywood baseados na História. Alguns podem argumentar que as histórias que contam se desviam da verdade completa. Seja como for, a raça humana sempre foi fascinada ao olhar para o passado e aprender sobre os atos humanos e suas consequências. Para alguns, os filmes históricos não passam de entretenimento. Contudo, após assisti-los, muitos outros expectadores ganham novas perspectivas e conhecimento que os torna conscientes de que o mundo ainda cambaleia sob os efeitos de atos cometidos muito tempo atrás.

Apesar de o mundo usar os registros do passado para ganhar vantagens materiais, Deus tem razões espirituais para que todos aprendamos com os eventos registrados na Bíblia. Por exemplo, imagine um adolescente que aparentemente está destinado a não ser nada mais que um pastor. Ele é um nômade que vive em tendas; mas após ser aprisionado num poço, de repente se torna propriedade de um homem de prestígio que falava árabe. Esse adolescente tem de se adaptar a diferentes comidas e aos edifícios de pedra, o trânsito e a opulência do Egito. A maioria de nós nessa situação ficaria intimidada e poderia até desejar pular de volta no poço. Esse adolescente poderia ter cantado uma triste canção e ter se deixado levar como presa de uma vida de promiscuidade e engano. Mas não o fez. Acabou se tornando um dos homens mais influentes do Egito. Essa foi a vida de José (Gn 39:6-12; 41:41-46).

O Egito era tão ameaçador para José como nossa sociedade é agitada para nós. Era igualmente fácil abandonar a Deus naquela época no Egito como é em nosso Egito moderno. José experimentou abandono, medo e solidão, como experimentamos em nosso mundo. Por causa de sua história, aprendemos que, apesar das circunstâncias assustadoras ou de um futuro sombrio, ainda podemos permanecer inflexíveis diante do mal ao nosso redor.

Portanto, não é de surpreender que a sabedoria de Deus tenha capacitado Moisés a registrar essa história de José e outras semelhantes a ela. Deus viu um mundo cheio de egoísmo e de alguma forma sabia que uma simples história dos atos de um jovem inexperiente poderia nos encorajar a seguir o bem.

Mãos à Bíblia

6. Que lições podemos aprender do episódio em que o povo de Israel pediu para si um rei? O que acontece quando fazemos as coisas ao nosso próprio modo, em vez de seguir a orientação de Deus? 1Sm 8:7-20

A monarquia de Israel teve início com o reinado de Saul, marcado por um começo positivo e um fim trágico. Nos reinados de Davi e Salomão, Israel cresceu em poder e influência, mas esse ciclo de prosperidade foi assinalado pelo retorno do paganismo na época de Salomão.

Paul Collymore | Grand View, Barbados



Quinta, 30 de setembro
Aplicação

Retrospectiva do futuro


Toda nação se gaba de uma História singular, que, embora repleta de histórias de paz e guerra, liberdade e escravidão, vitórias triunfais e amargas derrotas, deve ser entesourada. Os monumentos nacionais contam a orgulhosa história, e criam um senso de identidade nacional à medida que a história do país se torna a história pessoal de seus habitantes.

Como povo de Deus, temos uma rica história que se encontra na Palavra. É revigorante saber que o próprio Jesus – Aquele que nos dá identidade espiritual, Aquele que garante nossa salvação – é o centro dessa história. Cada dia nossa vida escreve novos capítulos nesse relato. Olhar para trás nos ajuda a traçar o caminho à frente e a escrever manuscritos dignos de ser lidos? Sim! E tudo depende de nossa perspectiva. Em 1 Samuel 7, Issrael se sentia derrotado pelos filisteus. Parecia não haver esperança. A arca de Deus havia sido roubada, e por 20 longos anos ficou em Quiriate-Jearim. Contudo, no dia em que Samuel estabeleceu o monumento Ebenézer, houve vitória. Essa vitória não veio do fato de eles se concentrarem nos filisteus. Veio porque apelaram ao seu todo-poderoso Deus. Assim, Samuel pôde dizer: “Até aqui o Senhor nos ajudou” (1Sm 7:12).

Faça o seguinte ao ler e estudar as histórias da Bíblia neste trimestre:

Mergulhe nas personagens que está estudando. Não seja rápido para julgar ou questionar as escolhas e atos delas. Investigue os detalhes. Veja Deus através dos olhos delas. De que forma Ele as usou onde estavam? Como Ele pode usar você?

Saiba que sua história pode ser de vitória. Deus já fez isso antes. Promete fazê-lo de novo. Quando Ele diz para que você avance, não se concentre nas ondas do mar. Obedeça! Então, a vitória será sua.

Creia que Deus tem um plano especial para você. Enquanto você acolhe as histórias do passado, peça a Ele que revele esse plano para você. As coisas tristes, e mesmo as coisas ruins, podem ser parte de sua história, mas tenha a certeza de que “Deus não conduz jamais Seus filhos de maneira diferente da que eles escolheriam se pudessem ver o fim desde o princípio e discernir a glória do propósito que estão realizando como Seus colaboradores” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 479).

Mãos à Bíblia

7. O cenário contextualiza a história. Como o cenário contribui para a conclusão dessas duas histórias? 1Sm 24:1-6 e Gn 39:6-12

Shawna Carter | Husbands, Barbados



Sexta, 1o de outubro
Opinião

Quem precisa dessas histórias?


Há um valor educacional intrínseco a ser obtido quando recapitulamos a História. A pessoa fica sabendo o que as civilizações conseguiram alcançar, quem foram os poderosos e influentes e que erros evitar. Creio que, assim como a História secular coloca diante de nós um precedente, o mesmo ocorre com as histórias da Bíblia. Por meio do testemunho de vários personagens bíblicos, ficamos sabendo sobre suas grandes batalhas contra o pecado, de suas vitórias, quedas e, o mais importante, como a graça é eficaz em curar a escória da humanidade.

Para nós, hoje, a verdade é que, historicamente, a essência das histórias de vida da humanidade não mudou. Na verdade, nossa existência (antiga e nova) parece estar presa a uma estranha repetitividade. Na controvérsia geral da guerra espiritual, não há nada de novo debaixo do sol. Portanto, que relevância essas histórias têm para nós, hoje? Acima de tudo o mais, creio que o propósito de Deus em inspirar homens a escrever Sua história através das realizações verdadeiras de indivíduos foi expor Seu intenso interesse nos assuntos diários de cada um de nós (naquele tempo e hoje).

Como podemos saber que podemos confiar nessas histórias? O que é digno de confiança nelas? “O Senhor nunca exige que creiamos em alguma coisa sem nos dar suficientes provas sobre que fundamentemos nossa fé. Sua existência, Seu caráter, a veracidade de Sua Palavra, baseiam-se todos em testemunhos que falam à nossa razão, e esses testemunhos são abundantes. Todavia, Deus não afasta a possibilidade da dúvida. Nossa fé deve repousar sobre evidências, não em demonstrações. Os que quiserem duvidar, hão de encontrar oportunidade; ao passo que os que desejam realmente conhecer a verdade, encontrarão abundantes provas em que basear sua fé” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 105).

As perguntas que faço hoje são estas: que história você está escrevendo? E quem precisa dela, de qualquer forma? Embora não vá ser escrita outra Bíblia, estão sendo feitos no Céu, agora, registros detalhados de nossa vida. Um dia, no juízo, cada uma de nossas histórias se tornará ainda mais importante do que é agora. Quem precisa dessas histórias? Deus precisa, a fim de dizer: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mt 25:21).

Mãos à obra

1. Converse com um amigo sobre as vezes em que você respondeu positivamente a uma situação por escolha própria, em vez de simplesmente reagir a ela.

2. Recorde uma ocasião quando sua vida foi afetada pelo fato de alguém ter escolhido ajudar você num momento de necessidade.

3. Compare os desafios de viver a vida cristã nos tempos bíblicos com fazer o mesmo nos nossos dias.

Samuel Bowen | St. Lucy, Barbados